quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Prêmio João Canuto premiara dois paraenses

A advogada do Sindicato dos Bancários do Pará e militante de direitos humanos Mary Cohen é uma das premiadas no prêmio João Canuto, da ONG Humanos Direitos que tem a atriz Dira Paes como diretora geral.  O prêmio vai acontecer no Rio, dia 10 e oito pessoas serão premiadas. 
Dois paraenses serão premiados este ano: o bispo DomJosé Luís Azcona (que tem um belo trabalho com crianças e adolescentes que sofrem tráfico humano no Marajó. E por isso mesmo é um dos ameaçados de morte pelo combate ao tráfico humano) e Mary Cohen por ser uma militante voluntária dos direitos humanos na OAB nacional e também inetgrante do grupo do governo federal que combate o trabalho escravo.
Aline Sasahara, cineasta paulista formada pela ECA, produtora e diretora de de diversos documentário, inclusive de “Salve, Santo Antonio”, que se tornou uma ferramenta importante à disposição das famílias atingidas pela explosão de uma fábrica clandestina de fogos de artifício em Santo Antônio de Jesus (BA). O documentário auxiliou para que o Governo Brasileiro reconhecesse sua culpa e se dispusesse a negociar amigavelmente com o Movimento 11 de dezembro, formado pelos familiares dos moradores atingidos pela tragédia;
Associação Mineira do Ministério Público (AMMP-MG), entidade de classe dos promotores e procuradores de Justiça do Estado de Minas Gerais. Nestes poucos mais de cinquenta anos de existência, a Associação Mineira do Ministério Público destacou-se pela iniciativa e vanguarda e tornou-se modelo a todas entidades de classe congêneres do país, seja pelas gestões implantadas, pela estrutura humana e física disponível ou pelos benefícios oferecidos aos associados;
Cacá Diegues (RJ), cineasta, responsável pelo filme 5X Favela – Agora Por Nós Mesmos, ao lado de Celso Athayde e Renata Magalhães. Ajudou a fundar a CUFA. É um pensador da liberdade humana.
Débora Noal e Médicos Sem Fronteiras (SE),uma organização internacional não-governamental sem fins lucrativos que leva ajuda médica e humanitária a situações de emergência, em casos como conflitos armados, catástrofes naturais, epidemias, fome e exclusão social. É a maior organização não governamental de ajuda humanitária do mundo na área da saúde. Está presente no Brasil desde 1991. Dedica-se à vigilância epidemiológica e ao diagnóstico da doença de Chagas, assim como ao acesso universal ao tratamento de AIDS e formação de pessoal nas áreas de especialidade da organização;
Dom José Luís Azcona (PA) tem denunciado a violação dos direitos humanos contra mulheres, adolescentes e crianças no arquipélago da ilha do Marajó, no norte do Pará, e o tráfico humano. Como bispo acompanhante da Comissão Justiça e Paz da CNBB Norte 2, Dom Azcona fez denúncias sobre a situação alarmante de exploração sexual na região e cobra do poder público providências. Pela sua atuação, é ameaçado de morte.
José Carlos Medeiros Nunes (RJ), o padre Quinha, nasceu em Petrópolis, sacerdote diocesano, é incentivador do Grupo Assistencial SOS Vida e da Pastoral da Aids na diocese de Petrópolis e fundador da Associação Oficina de Jesus. Atua em favor dos menos favorecidos - doentes, encarcerados e dependentes químicos. Fundou a Associação para cuidar dos dependentes de álcool e drogas e a Associação  e fundou uma entidade de reciclagem, que gera renda para sustentar o acolhimento dos recuperados. Dá-lhes trabalho, visando a sua reinserção na sociedade.
 Marcos Palmeira (RJ), ator, sua ligação com o campo vem desde a infância e, hoje, além de um exemplar fazendeiro de alimentos orgânicos - sua propriedade é referência no Brasil, em agricultura orgânica e sustentável -, o ator é produtor de documentários indígenas.
Mary Lúcia Xavier Cohen(PA), advogada, integra a Comissão Nacional de Direitos Humanos da OAB, a Comissão Estadual de Erradicação ao Trabalho Escravo e Comissão Justiça e Paz e da CNBB Norte 2. Tem se destacado na defesa intransigente dos direitos humanos da população mais desfavorecida no estado paraense.
Parabéns a todos principalmente a Dra. Mary Cohen pela iniciativa e força de vontade em melhorar a igualdade de um Brasil ainda tão desigual.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

SEMINÁRIO: Amazônia: Interações entre o local e o global - identidade, território e desenvolvimento


SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE MARABÁ
FACULDADE DE CIÊNCIAS SOCIAIS DO ARAGUAIA-TOCANTINS


... ... "Nunca estaremos perdidos, ao contrário, venceremos,
se não tivermos desaprendido a aprender sempre"
(Rosa Luxemburgo)

SEMINÁRIO
Amazônia: Interações entre o local e o global - identidade, território e desenvolvimento

22 a 25/Nov/2011

Local: Auditório do Campus Universitário de Marabá

22/11/11 (terça-feira) – 18h30

Mesa de Aberttura: Profa. Hildete dos Anjos (Coord. do Campus Marabá), Prof. Wanderley Padilha (coord. do colegiado de Ciências Sociais), Celia Regina Congilio (Coordenação do evento).

22/11/11 (Quarta-feira) - 19h00

Conferência: Movimentos sociais, identidade e mudanças na América Latina
Prof. Pablo Regalsky (CEIDIS/CESU-UMSS/CENDA – Bolívia)
Coordenador: Prof. Cloves Barbosa (UFPA)

23/11/11 (Quarta-feira) - 19h00

Palestra: Mudança Social, Território e Identidade
Profa. Rosa Acevedo (UFPA - Belém)
Coordenador: Prof. Luis Saraiva (UFPA)

24/11/11 (Quinta-feira – 19h00

Mesa: Sindicalismo e Classes Sociais no Brasil Contemporâneo
Palestrantes: Profa. Paula Marcelino (USP-SP)
Coordenadora: Profa. Simone Contente (UFPA)

25/11/11 (Sexta-feira) – 19h00hs
Palestra: Estado e Dinâmicas de espacialização do capital
Palestrantes: Profa. Virginia Fontes (UFF-RJ)
Coordenadora : Profa. Edma Moreira (UFPA)

COMUNICAÇÕES

24/11/11 – 14h00 – 18h00 (GTs 1, 2 e 3).

25/11/11 – 14h00 – 18h00 (GTs.1, 2 e 3 ).

A ordem de apresentação será divulgada pelos respectivos coordenadores.

Encerramento – 25/11/11 – 22h00

Noite cultural: Seresteiros do Cabelo Seco

Primeiro bairro da cidade, nascida no encontro dos Rios Itacaiúnas e Tocantins, Cabelo Seco é uma área que necessita de cuidados, em virtude da ausência de políticas públicas e do abandono por parte dos poderes públicos. Por outro lado é também um local onde a diversidade das práticas culturais é apresentada como elemento de auto-identidade coletiva e expressa riquezas convidativas à aprendizagem e ao desenvolvimento intelectual.
Ali encontramos manifestações culturais de várias origens como o carimbó, as quadrilhas juninas, as festas do boi e do divino e antigos seresteiros que resgatam, através das suas músicas, não só a história local, mas expressões musicais que remetem ao encontro da cultura em gêneros difundidos pelas constantes interações entre o local e o global.

Inscrições:
1) Para quem estiver fora de Marabá:
- por Correio Eletrônico (Prof. Celia Regina Congilio – conborg@uol.com.br) – enviar recibo de depósito para inscrição e/ou trabalho a ser apresentado. Depósito: Banco do Brasil, Ag.0637-8; c/c: 57051-6.

2) Para os demais:
- enviar Comunicações para o Prof. Cloves Barbosa 2)(cloves.barbosa@uol.com.br) e fazer inscrições na Faculdade de Ciências Sociais, Campus de Marabá.

3) Prazos:
08/10/2011 a 15/11/2011 (com comunicações) – R$ 20,00
01/11/2011 a 20/11/2011 (sem comunicações) – R$ 10,00
Cota social para bolsistas IC, permanência e trabalho

Hoje faz 36 dias de greve no BASA e TST indefere liminar e declara não abusiva greve no Banco da Amazônia


Paralisação continua e bancários aguardam data do julgamento das questões econômicas


O Tribunal Superior do Trabalho (TST) indeferiu nesta sexta-feira (28) o pedido de liminar feito pelo Banco da Amazônia e declarou não abusiva a greve dos funcionários da instituição. Dessa forma, continua a paralisação dos trabalhadores, que já dura 32 dias.


Os bancários agora aguardam o agendamento pelo Tribunal da data do julgamento das questões econômicas. A decisão foi da ministra Maria Cristina Irigoyen Peduzzi, vice-presidente do TST.

Na quinta-feira (27), aconteceu a audiência de conciliação no TST sobre o dissídio coletivo ajuizado pelo Banco da Amazônia. A Contraf-CUT e as demais entidades sindicais tentaram avanços na proposta do banco, mas sem êxito.

O banco não avançou em nada em sua proposta aos trabalhadores. Não evoluiu no custeio do Plano de Saúde e nem mesmo no prazo para a conclusão do Plano de Cargo e Salários, duas das demandas dos bancários. O nome do ministro Fernando Eizo Ono como relator do dissídio coletivo suscitado pelo banco.

"Os trabalhadores repudiam a atitude do banco de querer colocar fim à greve na instituição por meio do dissídio coletivo e reafirmam a convicção de que as vias democráticas, que contemplam a negociação entre bancos e entidades sindicais durante a Campanha Nacional da categoria, são o melhor caminho para a valorização dos trabalhadores e do banco", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT.

FONTE: Contraf-CUT

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Sem conciliação no TST, dissídio do BASA vai a julgamento. Categoria continua firme na greve

Acabou há pouco, em Brasília, a audiência de conciliação do dissídio ajuizado pelo banco da Amazônia entre o Tribunal Superior do Trabalho (TST). Mantendo a mesma intransigência, o BASA não alterou a proposta e acabou sem acordo a audiência.

O Banco da Amazônia, na pessoa do diretor Antonio Carlos, apresentou a mesma proposta já antecipada na ação do dissídio e a única novidade seria um estudo para avaliar reembolso no plano de saúde. A COntraf-CUT propôs implementar (ao invés de avaliar) e o banco não aceitou. Mantido o impasse, acaba a conciliação e vai a julgamento, que deve ocorrer na próxima semana. O ministro relator é Fernando Eizo Ono.

 A Contraf-CUT, na pessoa de seu presidente, Carlos Cordeiro, apresentou  propostas, mas o Banco da Amazônia manteve o tom da intransigência, a mesma que levou um processo negocial para dissídio.

Amanhã é o 32º dia de greve no Banco da Amazônia e hoje o Sindicato dos Bancários promoveu um ato público bem diferente, cheio de humor, com distribuição de abacaxis e bananas, além de praticar o tiro ao alvo num banner com o Fora Abidias!

Leia mais detalhes aqui.

Para saber da tramitação do processo, clique aqui.

Heládia, Heidiany, Marco Aurélio, Cristiane e mais atrás, a humorista.



Quem acertasse o alvo, ganhava um abacaxi. E a distribuição de banana foi geral durante o ato público.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Banpará faz 50 anos. Audiência de dissídio do BASA é nesta quinta 16 h. Greve completa 30 dias

A greve do funcionalismo do Banco da Amazônia completa hoje 30 dias e cada dia mais forte. O banco ajuizou dissídio no Tribubal Superior do Trabalho - TST e a audiência é amanhã 27, às 16 horas, em Brasília. A Contraf-CUT e o Sindicato dos Bancários do Pará estarão presentes na audiência.

Banpará - Completa 50 anos o banco do estado do Pará, um dos raroz bancos que sobreviveu à metralhadora giratória de FHC para reduzir o tamanho do Estado, a partir dos bancos públicos. A mesma metralhadora por pouco não liquida ou privatiza o banco da Amazônia e só a luta e a resistência do funcionalismo, entidades sindicais e o povo amazõnico tiraram de rota essa pretensão tucana.

O Arte Bancária parabeniza o funcionalismo do Banpará que tem na genética a luta, a valentia, a generosidade. Lutamos muito, resistimos sempre e continuamos avançando na conquista de nossos direitos.

Parabéns, Banpará! Longa vida a esse patrimônio do povo paraense! E que continuem de mãos dadas a capacidade de luta e unidade dos bancários e bancárias do nosso querido Banpará!

(A foto magistral é de David Alves e foi feita no 1º dia de greve bancária este ano, a 27 de setembro).

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

DEST recebe entidades sindicais do BASA nesta 4a-feira,19: em busca da solução para a greve

"Momento ímpar na agência Marabá, visto que aderiram à greve os novos e os antigos funcionários. Outras agências como Dom Eliseu,Redenção e Parauapebas utilização o mesmo modelo a partir de amanhã. Iremos permanecer firmes até que  o banco reconheça a importância do funcionário do BASA que está buscando valorização e emprego decentes". (Da diretora sindical Heidiany Katrine Moreno
 
 

Como foi a reunião em Brasília na busca de solucionar o impasse da greve no BASA

As entidades sindicais Contraf-CUT, Fetec-CUT/CN e Sindicato dos Bancários do Pará foram recebidas em audiência hoje pela manhã no DEST, em Brasília e em seguida na Câmara dos Deputados, com o deputado federal Cláudio Puty (PT-PA).

Com o DEST primeiro e depois com o deputado Cláudio Puty, as entidades sindicais mostraram claramente os pontos de impasse:

  • valorização do piso salarial,
  • antecipação de PLR, 
  • andamento do PCCS, 
  • isenção de tarifas, 
  • maior acesso do Quadro de Apoio às funções comissionadas,
  • valorização salarial dos TC’s, 
  • fim das terceirizações, 
  • maior participação do Banco da Amazônia no custeio do Plano de Saúde da CASF, 
  • efetivar a mesa permanente de negociação,
  • a regulamentação do pagamento do sobreaviso, 
  • a implantação do Ponto Eletrônico na vigência do novo acordo e 
  • o abono dos dias parados.

Todos os detalhes da viagem das entidades à Brasília na busca de caminhos para sair do impasse, aqui no site do Sindicato dos Bancários do Pará:

Dirigentes do Sindicato dos Bancários do Pará, da Contraf-CUT e da Fetec-CUT Centro Norte estiveram na manhã desta quarta-feira, 19 de outubro, em Brasília, para uma reunião com o DEST em busca de uma alternativa para solucionar o impasse em torno das negociações com o Banco da Amazônia, que hoje completou 23 dias em greve.

A comitiva sindical foi composta pela presidenta do Sindicato Rosalina Amorim; o vice-presidente da entidade e da Fetec-CUT/CN Sérgio Trindade e o diretor do Sindicato Marco Aurélio Vaz (estes também empregados do Banco da Amazônia); o vice-presidente da Contraf-CUT Neemias Rodrigues e o presidente da Fetec-CUT/CN José Avelino.

Os sindicalistas foram recebidos pelos representantes do DEST e expuseram as questões que estão dificultando o fechamento do acordo com o Banco da Amazônia, dentre elas a valorização do piso salarial, antecipação de PLR, andamento do PCCS, isenção de tarifas, maior acesso do quadro de apoio às funções comissionadas, valorização salarial dos TC’s, fim das terceirizações, maior participação do Banco da Amazônia no custeio do Plano de Saúde da CASF, efetivar a mesa permanente de negociação, a regulamentação do pagamento do sobreaviso, a implantação do Ponto Eletrônico na vigência do novo acordo e o abono dos dias parados.

Os representantes do DEST foram enfáticos ao afirmar que a reunião não tinha caráter de negociação, mas que estavam recebendo as entidades para ouvir as demandas que mantém o impasse nas negociações com o Banco da Amazônia.

Também afirmaram que não havia condições de fazer qualquer alteração na tabela do PCCS neste momento, enquanto a situação da CAPAF não for solucionada.

“Muitas dessas demandas que procuramos ponderar junto ao DEST não causam impacto econômico ao Banco da Amazônia, pois se tratam apenas de normatizações administrativas que podem muito bem ser pactuadas pelo Banco da Amazônia com as entidades sindicais em mesa de negociação”, afirma a presidenta do Sindicato, Rosalina Amorim.

“Entendemos que as reivindicações que apresentamos para o DEST dependem, tão somente, de vontade política da direção do Banco da Amazônia, já que a maioria das reivindicações não representam maior impacto econômico, muitas são de caráter administrativo, mas todas fundamentais para a valorização do funcionalismo do Banco como, por exemplo, o quadro de apoio concorrer aos processos seletivos”, complementa o vice-presidente do Sindicato e empregado do Banco da Amazônia, Sérgio Trindade.

Paralelo a esta reunião com o DEST, as entidades sindicais continuam trabalhando na busca de uma nova proposta a ser apresentada pelo Banco da Amazônia em mesa de negociação.

Dirigentes Sindicais reuniram com o deputado federal Claudio Puty (PT/PA) em busca de apoio no Congresso para a luta dos empregados do Banco da AmazôniaApoio no Congresso

Além da reunião com o DEST para uma solução nas negociações com o Banco da Amazônia, os dirigentes sindicais também procuraram apoio para a luta da categoria junto a parlamentares aliados dos trabalhadores no Congresso Nacional.

Nesse sentido, os representantes da categoria reuniram com o deputado federal Claudio Puty (PT/PA), atual presidente da Comissão de Tributação e Finanças da Câmara, o qual se comprometeu em dialogar diretamente com o presidente do Banco sobre as reivindicações dos trabalhadores apresentadas ao DEST.

Outra parlamentar que também deve fortalecer o coro da categoria bancária junto à direção do Banco da Amazônia é a deputada, ex-presidenta do Sindicato dos Bancários de Brasília, Érika Kokay (PT/DF). Ela reunirá com o presidente da Fetec-CUT/CN, José Avelino, no início da tarde de hoje, quando irá se inteirar sobre os impasses que impedem o fechamento do acordo com o Banco da Amazônia.

Greve continua

A orientação das entidades sindicais é a manutenção da greve no Banco da Amazônia nesta quinta-feira (20), com fortalecimento das mobilizações em todo o Estado, até que o banco apresente uma proposta que atenda de fato às reivindicações dos empregados e empregadas da instituição.

Fonte: Bancários PA
 

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Amanhã alguns bancos funcionarão normal em Marabá, apenas o BASA e a Caixa Econômica Federal ainda permanecem na greve.

Terminou agora a assembleia realizada em Belém, Bancos Privados e Banco do Brasil saem da GREVE, Banco da Amazônia e Caixa econômica federal permanecem na GREVE amanhã.

Comando rejeita em mesa a proposta do Banco da Amazônia, por ser insuficiente

 

A mesa de negociação reunida hoje pela manhã: Contraf-CUT, Bancários Pará e Fetec-CUT-Centro Norte dizem NÃO à proposta do banco da Amazônia. É insuficiente!!!

Durou mais de três a rodada de negociação entre Contraf-CUT, FETEC-CN e Sindicato dos Bancários do Pará coma  Comissão de Negociação do banco da Amazônia.

Esta foi a proposta apresentada pelo banco e REJEITADA em mesa pelas entidades, que a consideraram bem insuficiente para tirar a categeoria da greve. Na assembleia, logo mais á noite, a proposta do Comando é manutenção da greve até que o banco da Amazônia apresente uma proposta efetivamente decente.

Esta é a proposta do banco:

1 – Reajuste de 9% sobre todas as verbas salariais;
2 – Piso salarial de R$ 1.403,18;
3 – Combate ao assédio moral/sexual na empresa;
4 – Garantia de 1h da jornada para mulheres em período de amamentação;
5 – Implantação do Ponto Eletrônico até o final de 2012;
6 – PLR seguindo a mesma fórmula do ano passado (6,25% do lucro líquido + 3% de PLR Social). Do total do montante da PLR, 40% seriam distribuídos linearmente e 60% proporcional à remuneração;
7 - Dias parados: compensação até 15 de dezembro 2012.

Clique aqui para ler a proposta na íntegra

domingo, 16 de outubro de 2011

BANCOS AINDA PERMANECEM FECHADOS NA SEGUNDA, PÓS ASSEMBLÉIA CASO SEJA APROVADA A PROPOSTA DA FENABAM RETOMAM AS ATIVIDADES NA TERÇA DIA 18/10


Greve arranca negociação com o Banco Amazônia nesta segunda 17, 10h. Propostas da Caixa e do BB


Marco Aurélio fala no ato público do Banco da Amazônia, realizado dia 14 de outubro.

Com a força de 18 dias de forte e unitária greve, bancos apresentaram a proposta na sexta-feira 14 e o Comando Nacional já indicou aprovação nas assembleias nesta segunda-feira 17, à noite, na sede do Sindicato. Clique aqui para ler a íntegra da proposta.

Banco do Brasil e Caixa também apresentaram propostas específicas (leia mais abaixo). Então, para bancários de bancos privados, da Caixa e do BB já tem proposta completa para avaliar nas assembleias, a exemplo do que já aconteceu no Banpará.

Já o Banco da Amazônia confirmou a negociação específica para esta segunda-feira, às 10 horas, na Matriz. Após a negociação das cláusulas específicas, a categoria avaliará em assembleia a proposta global. Aguardemos em greve.

Clica aqui para ver a íntegra da proposta da Fenaban

A proposta específica do BB

Empresa aplicará índice de reajuste de 9% nos salários. Fica mantida proteção contra o descomissionamento

O banco do Brasil afirma que irá aplicar o índice de reajuste de 9%, - aumento real de 1,5% - que será apreciado pelos trabalhadores dos bancos privados em assembleias em todo o país. O mesmo percentual será aplicado ao VCPI, garantindo o interstício de 3% sobre a verba.

No BB, o piso passa para R$ 1.760, com aumento real de 2,4%, com reflexo na curva do PCR (interstício). Cada letra M (mérito) passa a valer R$ 97. Além disso, foi garantida a retroatividade no mérito na carreira do PCR a partir de 1998.

Também será renovada a cláusula que estabelece no mínimo três avaliações negativas consecutivas antes que ocorra qualquer descomissionamento.

Promoção automática no Posto Efetivo – O funcionário não precisará pedir dispensa da comissão para a remoção automática, sendo que a trava passa a ser de um ano nesses casos.

O banco  se comprometeu também com a instalação, em até 30 dias, de mesas para negociar Plano de Carreira e Remuneração (PCR); Plano de Cargos Comissionados (PCC) – pagamento de substituição; Carreira de Central de Atendimento; comissão mínima de 55%; equiparações salariais - e Jornada de Trabalho. Na primeira reunião será estabelecido o cronograma de encerramento dos trabalhos.

PLR – A PLR  do primeiro semestre de 2011 será paga a cerca de 118 mil funcionários número, que supera em 7 mil  a quantidade de trabalhadores do mesmo período de 2010. Os valores para alguns cargos são os seguintes:

Escriturário: R$ 3.571
Caixas, atendentes e auxiliares: R$ 3.912
Demais Comissionados: de 1,62 a 3 salários, incluído o modulo bônus. 

O BB também propõe que os dias de greve sejam compensados a partir da data da assinatura do acordo até o dia 15 de dezembro, seguindo a proposta da Fenaban.

Outros pontos

  • VCP de doze meses no retorno da licença saúde;

  • Contratação de mais dois mil adolescentes aprendizes;

  • Redução em um ano no caso de concorrência de posto efetivo para comissionamento;

  • Reestruturação do Programa Recuperação de Dívidas, com redução da taxa de juros e aumento no prazo de pagamento;

  • Ampliação de 55.261 para 68.057 no público do programa de aprimoramento, com aumento de valor de R$ 200 para R$ 215;

  • Extensão do Programa de Assistência Social (PAS) - Adiantamentos para incorporados que optaram pelo regulamento do BB e pertençam aos planos de saúde Economus, Fusesc ou Prevbep;

  • Concessão de 1.000 bolsas de graduação e 500 de pós graduação.
A proposta específica da Caixa
Mobilização da categoria arrancou valorização do piso, manutenção da PLR de 4% do lucro líquido e 5 mil novas contratações. Caixa seguirá Fenaban nos índices e dias parados

A Caixa vai manter a PLR Social de 4% do lucro líquido, sem redutor, e contratar 5 mil novos empregados. Esses foram alguns dos principais avanços da proposta apresentada pela direção do banco federal ao Comando Nacional dos Bancários na noite desta sexta-feira.

A Caixa vai acompanhar o índice de 9% apresentado pela Fenaban para o reajuste salarial, vales e auxílios. A PLR Social vai distribuir mais 4% do lucro líquido linearmente entre todos os 85 mil funcionários do banco. A antecipação do pagamento será feita com base no lucro do primeiro semestre e 10 dias após assinatura do acordo. 

Além do adicional, os bancários receberão a regra básica da PLR conforme acordo da federação dos bancos (90% do salário mais valor fixo de R$ 1.400).

O piso de ingresso terá reajuste de 11,56% e ficará em R$ 1.826. Na carreira profissional o salário inicial será de R$ 8.128, ambos após o contrato de experiência de 90 dias.

A indenização por assalto sobe para o patamar de R$ 118.652.

Saúde A condição de beneficiário do Plano de Assistência à Saúde, o Saúde Caixa, será estendida a filhos e enteados até 24 anos sem renda ou até 27 anos para filhos universitários (em primeiro curso superior) sem renda.

A proposta também garante a manutenção da titularidade da função por 180 dias nas licenças para tratamento de saúde. Atualmente, essa titularidade é perdida após 15 dias. 

Também será feito levantamento junto à Fundacentro para a definição de equipamentos de proteção individual para o pessoal de avaliação ddo e penhores.

PCS  Para as referências das carreiras administrativas dos PCS 89 e 98 será acrescida parcela fixa de R$ 39 a partir de 1º de setembro de 2011. “Nossa luta conseguiu corrigir uma injustiça cometida no ano passado, quando a Caixa excluiu esses trabalhadores do contingente que recebeu essa parcela”, destaca a diretora da Fetec/CUT-SP Jackeline Machado. Para as carreiras de serviços gerais acresce R$ 60, a partir de 1º de setembro de 2011.

Conselho O Conselho de Administração deverá alterar o estatuto de forma a flexibilizar a condição referente ao exercício de cargo gerencial para que o empregado possa ser representante no conselho. 

CCV  Caixa e Contraf se comprometem a, no prazo de 60 dias após assinatura do acordo, por meio de aditivo, ampliar o público alvo que terá direito a recorrer à Comissão de Conciliação Voluntária para requerer os direitos referentes às 7ª e 8ª horas dos empregados ativos em cargos de comissão de natureza técnica.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Força da greve arranca negociação da Fenaban com nosso Comando nesta quinta

 

 Carlos Cordeiro, o Carlão: a força da greve fez a Fenaban vir negociar.
Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e ccordenador do Comando Nacional e Juvandia Moreira, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo.
 
A força da maior greve da categoria bancária em todo o país fez a Fenaban sair do silêncio doentio em que se encontrava e hoje, o Comando Nacional - coordenado pela Contraf-CUT - recebeu o pedido de retomdas negociações nesta quinta-feira, às 16 horas, em São Paulo. O BB e a Caixa também retomam as negociações com a Contraf-CUT nesta quinta-feira.
 "Foi a força da greve, que paralisa mais de 9 mil agências de bancos públicos e privados em todos os 26 estados e no Distrito Federal, que reabriu finalmente o diálogo e agora esperamos que os bancos venham para a mesa de negociações com uma proposta decente que atenda as justas reivindicações da categoria", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.
No tigre da amazônia(Marabá) também estamos totalmente mobilizados:
 
 
 
 

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

ATUALIZAÇÃO DA GREVE DOS BANCOS EM MARABÁ


BANCO DO BRASIL- 100% GREVE
BASA- 100% GREVE
CAIXA - GREVE
HSBC-GREVE
ITAÚ-GREVE
BRADESCO- AINDA EM ANÁLISE

BANPARÁ- JÁ NEGOCIOU.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

HSBC DE MARABÁ ADERE A GREVE

Após sete dias de greve e nenhuma resposta da FENABAN, o comando nacional se mobiliza para fechar bancos privados o primeiro deles foi o HSBC aqui em Marabá, no decorrer da semana continuaremos o movimento.




AMANHÃ AS 8H ATO UNIFICADO SAINDO DA NOVA MARABÁ CORREIOS EM DIREÇÃO A PREFEITURA, JUNTOS SOMOS MAIS FORTES: BANCÁRIOS, CORREIOS, IFPA E PROFESSORES DA REDE ESTADUAL.
JUNTOS SOMOS MAIS FORTES.






















quinta-feira, 29 de setembro de 2011

BANPARÁ OFERECE UMA OTÍMA PROPOSTAS DEPOIS DE 95% DAS AGÊNCIAS FECHADAS E A CATEGORIA SAI DA GREVE.


Vitória conquistada no banpará fruto da união dos bancários que fecharam 95% das agências do estado, banco chamou para negociar, entidades sindicais conseguiram uma otíma proposta e saem da greve, veja a proposta:
1. REAJUSTE: Reajuste de 10% (dez por cento) sobre todas as verbas fixas de natureza salarial, à exceção do anuênio, gratificação de quebra de caixa e gratificação de tesoureiro. Se o reajuste nacional for superior a proposta, seguir o reajuste nacional;

2. ANUÊNIO: Será reajustado para o valor de R$25,00;

3. GRATIFICAÇÃO DE FUNÇÃO DE TESOUREIROS: Reajuste na comissão dos tesoureiros, observado o nível da agência, em valores de R$1.532,00 a R$2.451,00;

4. GRATIFICAÇÃO DE QUEBRA DE CAIXA: Passará para R$250,00;

5. TÍQUETE ALIMENTAÇÃO E CESTA ALIMENTAÇÃO: Reajuste de 20%. Passará de R$752,76 para R$903,30.

6. PLR:
1.1. Aplica-se a regra da FENABAN com majoração da parcela adicional em 2%;
1.2. Antecipação de R$ 1.000,00 ate o dia 05/10/2011;

1.3. TÍQUETE ALIMENTAÇÃO EXTRA: R$ 3.200,00, linear a todos os empregados em exercício nas datas de pagamento, sendo R$1.200,00 antes do Círio, R$1.000,00 em Dezembro/2011 e R$1.000,00 em Março/2012


7. TÍQUETE ALIMENTAÇÃO PARA APOSENTADOS POR INVALIDEZ: Pagamento por até 30 (trinta) meses.

8. PCS:

1.1. O Banco concederá promoção por merecimento em Janeiro de 2012 a todos os empregados enquadrados em Janeiro/2010, concedendo um nível na tabela salarial;

1.2. Será adotado o critério temporal de 02 (dois) anos por merecimento e de 03 (três) anos por antiguidade;

1.3. Manutenção do Grupo Paritário do PCS para discussão dos critérios qualitativos para a promoção por merecimento.

9. ABONO ACADEMIA: valor individual de R$50,00 por empregado.

10. AFBEPA: Liberação de 01 (um) representante para a AFBEPA.

11.LICENÇA PRÊMIO: 05 dias para cada ano, sem retroatividade, para gozo.

12. ABONO DOS DIAS PARADOS: seguir regra do ACT 2010/2011.

O banco, ainda se comprometeu:

• Revisão de todas as Comissões no prazo da Portaria publicada;

• Realização de concurso público em 2012;

• Criação de mesa temática, conduzida pela Comissão de Segurança, para análise e propostas sobre a guarda de chaves;

• Implantar o ponto eletrônico;

• Implantar o Plano Odontológico;

• Celular corporativo para os Coordenadores de Postos;

• Manutenção do auxilio diferenciado aos empregados com filhos portadores de necessidades especiais;

• Coibir o transporte de valores por empregados;


• Banco de Permutas;

• Providenciar espaço adequado aos motoristas lotados na SULOG;

A proposta foi aprovada pelas entidades na mesa de negociação e será objeto da Assembléia da categoria, marcada para hoje, às 18h30, no Sindicato dos Bancários.



A Diretoria Colegiada"

terça-feira, 27 de setembro de 2011

PRIMEIRO DIA DE GREVE EM MARABÁ 90% DE ADESÃO


 Iniciamos hoje a greve dos bancários em Marabá 90% dos bancos públicos aderiam a greve, amanhã a luta continua, temos confirmação também de paralisação em ITUPIRANGA, ELDORADO, CANAÃ DOS CARAJÁS, REDENÇÃO, XINGUARA, TUCURUÍ, amanhã há confirmação de PARAUAPEBAS, DOM ELISEU, RONDON E PARAGOMINAS.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Amanhã dia "D" Bancários do Pará aprovam GREVE por tempo indeterminado a partir de terça (27/09)

A partir de terça-feira, 27 de setembro, os bancários e bancárias do Pará estarão em greve por tempo indeterminado. Essa foi a decisão unânime da assembleia geral da categoria, que tomou o ginásio de esportes do Sindicato dos Bancários na noite desta quinta-feira (22).

A orientação do Sindicato e do Comando Nacional para rejeitar a proposta rebaixada de índice da Fenaban foi atendida pelos bancários paraenses, que se demonstraram dispostos a construir uma greve forte e vitoriosa.  A Fenaban propõe reajuste de apenas 7,8% sobre os salários, PLR e demais verbas (vale-refeição, cesta-alimentação e auxílio creche/baba, dentre outras). Esse índice representa somente 0,37% de aumento real. Na reunião de sexta-feira a proposta da Fenaban foi de 8% o que também não contempla o anseio da categoria.
Veja as principais reivindicações da categoria:
Remuneração
- Reajuste de 12,8% (inflação do período mais aumento real de 5%).
- Piso igual ao salário mínimo do Dieese: R$ 2.297,51 (em junho).
- PLR: três salários mais R$ 4.500 sem desconto dos programas próprios de renda variável
- Plano de Cargos e Salários (PCS) em todos os bancos.
- Gratificação semestral de 1,5 salário para todos os bancários.
- Contratação da remuneração total dos bancários.
- Vale-refeição, cesta-alimentação, 13ª cesta e auxílio creche/babá iguais ao salário mínimo (R$ 545).
- Auxílio-educação para todos os bancários.
- Previdência complementar para todos os bancários.
Emprego
- Garantia de emprego;
- Proteção contra a dispensa imotivada, combatendo a rotatividade.
- Contratação de mais bancários;
- Fim das terceirizações.
- Jornada de trabalho de seis horas para todos os bancários.
- Ampliação do horário de atendimento para das 9h às 17h com dois turnos de trabalho;
- Tempo de até 15 minutos de espera nas filas nos dias normais;
- Abono assiduidade de cinco dias por ano.
Igualdade de oportunidades
- Igualdade na contratação, remuneração e ascensão profissional.
- Realização de um novo censo para avaliar os resultados dos programas implantados pelos bancos para combater a discriminação.
- Prorrogação automática da licença-maternidade de quatro para seis meses, sem necessidade de solicitação por parte da bancária.
- Condições de acessibilidade nas agências tanto para bancários como para clientes com deficiências.
Saúde do trabalhador
- Fim das metas abusivas e combate ao assédio moral.
- Participação dos trabalhadores na fixação das metas, que devem levar em consideração o tamanho, a localização e o perfil econômico das dependências, e não podem ser individuais.
- Fim da divulgação de rankings individuais sobre cumprimentos de metas.
- Suspensão do trabalho em espaços físicos em reforma.
- Manutenção do salário e demais direitos no período de afastamento por problemas de saúde.
- Permanência do plano de saúde na aposentadoria e com as mesmas regras.
Segurança bancária
- Assistência médica e psicológica às vítimas de assaltos, sequestros e extorsões.
- Emissão da CAT para quem esteve no local de assaltos e sequestros.
- Fechamento das agências após assaltos, consumados ou não.
- Porta de segurança, câmeras com monitoramento em tempo real e vidros blindados em todas as agências e postos.
- Biombos entre a fila de espera e a bateria de caixas, e divisórias individualizadas entre os caixas internos e os eletrônicos para combater "saidinha de banco".
- Proibição ao transporte de valores e à guarda das chaves das unidades pelos bancários.
- Adicional de 30% de risco de morte para agências, postos e tesouraria.
Fonte: sindicatos dos bancários do Pará/ Contraf

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Comando Nacional indica rejeição aos 7,8% propostos pelos banqueiros. Hoje tem negociação no Banpará


  • Hoje, às 15 horas, tem rodada específica de negociação com o Banpará. Ontem, houve a segunda rodada de negociação com o banco da Amazônia e, embora com muitos debates, de prático não houve qualquer avanço. Clique aqui para maiores detalhes sobre a mesa do BASA.
  • Em São Paulo ontem, na reunião entre nosso Comando Nacional - coordenado pela Contraf-CUT - e Fenaban, bancos apresentaram uma proposta insuficiente: apenas 7,8%, sem valorização do piso, sem mostrar um compromisso com o emprego no setor, sem atender vários pontos de saúde e segurança, sem PCCS e sem olhar as desigualdades existentes no sistema financeiro e reivindicadas pelo comando no item Igualdade de Oportunidades.
  • Nas mesas específicas (BB, Caixa, Basa, Banpará), os bancos dizem que vão seguir a Fenaban, que apresntou uma proposta rebaixada no geral. Pelo andar da carruagem, a greve pode acontecer a partir de terça 27. E virá firm e forte.
  • Há outra rodada de negociação entre Fenaban e nosso Comando Nacional nesta sexta-feira 23 e o Comando orienta assmebleia geral para avaliar a proposta nesta quinta 22, às 19 horas. No Pará, a assembleia geral da categoria será às 19 horas.(mais baixo, leia a notícia, na íntegra)
Calendário das atividades:
Dia 21 - negociação específica com o Banpará (Às 15 h, Belém)
Dia 21 - negociação específica com a Caixa
Dia 21 - negociação específica com o Banco do Nordeste
Dia 22 - assembleia para deliberação sobre a proposta (Às 19 h, na sede do Bancários Pará)
Dia 23 - negociação com a Fenaban
Dia 23 - negociação específica com o Banrisul
Dia 26 - nova assembleia
Dia 27 - data indicativa de GREVE

E agora, leia a informação da negociação de ontem com a Fenaban, aqui do site da Contraf-CUT

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Bancos rejeitam propostas para melhorar atendimento e contratar mais bancários

Jailton Garcia 















No segundo dia da primeira rodada de negociação com o Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, nesta quarta-feira 31 em São Paulo, a Fenaban rejeitou as reivindicações sobre melhorias de atendimento à população, o que inclui ampliação do horário de abertura das agências, respeito da jornada de seis horas, redução do tempo de espera na fila, mais contratações de bancários e implementação de mais caixas para atender melhor os clientes. Na terça-feira 30, os bancos já haviam rejeitado as reivindicações sobre garantia de emprego, fim das terceirizações e extensão do abono-assiduidade a todos os bancários.

As propostas da categoria, aprovadas pela 13ª Conferência Nacional, são de que os bancos ampliem o horário de atendimento das agências das 9h às 17h, com dois turnos de trabalho e respeito da jornada de seis horas de todos os bancários. Os bancos devem também ampliar o número de caixas a um mínimo de cinco em cada agência, reduzir o tempo de fila a um máximo de 15 minutos e contratar mais bancários para melhorar o atendimento à população e assim aliviar a sobrecarga de trabalho.

Os representantes dos bancos disseram que esses temas não dizem respeito aos sindicatos - e sim aos bancos e ao Banco Central - e não devem, portanto, fazer parte da Convenção Coletiva de Trabalho dos bancários. "Questionamos que esses assuntos são de interesse imediato dos bancários, uma vez que tem a ver com a jornada, com a sobrecarga de trabalho e com a melhoria do atendimento à população, uma vez que são eles que estão na linha de frente do contato com os clientes e usuários e sofrem o impacto das reclamações", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.

Terceirização

O Comando Nacional também cobrou dos bancos o fim da terceirização no sistema financeiro, que precariza as relações de trabalho e coloca em risco o sigilo bancário dos clientes. A discussão será aprofundada na mesa temática sobre terceirização conquistada na campanha nacional do ano passado.

"O fim da terceirização e da precarização do trabalho são pilares centrais do conceito de emprego decente que aprovamos na Conferência, que engloba remuneração digna, sem discriminações, emprego saudável, emprego seguro e aposentadoria decente", diz Carlos Cordeiro.

Igualdade de oportunidades

O Comando Nacional cobrou dos representantes da Fenaban a realização de um novo censo na categoria para averiguar os resultados dos programas implementados pelas empresas para combater as discriminações de gênero, raça, opção sexual e contra pessoas com deficiência - implementados após a realização do Mapa da Diversidade, em 2008. Os negociadores patronais disseram que vão consultar os bancos sobre a reivindicação.

O Comando Nacional protestou contra o descaso da Fenaban com as questões relacionadas com a igualdade de oportunidades, especialmente pelo fato de por diversas vezes a reunião da mesa temática ter sido adiada.

Ao final, a Fenaban rejeitou incluir na Convenção Coletiva as cláusulas debatidas durante a realização da mesa temática, "o que demonstra a falta de responsabilidade com os temas de inclusão previstos nesse tema", critica Marcel Barros, secretário-geral da Contraf-CUT.


Fonte: Contraf-CUT

Bancos negam garantia de emprego. Negociações continuam nesta quarta

Crédito: Roberto Parizotti/Contraf-CUT


As negociações da Campanha Nacional dos Bancários de 2011 começaram nesta terça-feira 30, em São Paulo, com os bancos recusando-se a atender as reivindicações apresentadas pelos trabalhadores: garantia de emprego e ratificação da Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), o fim das terceirizações, a extensão do abono-assiduidade a todos os bancários e a inclusão bancária sem precarização. As negociações sobre emprego e reivindicações sociais continuam nesta quarta-feira 31.



O Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, apresentou à Fenaban o resultado da Pesquisa de Emprego Bancário relativo ao primeiro semestre de 2011 divulgado nesta terça-feira. O levantamento, realizado desde 2009 pela Contraf-CUT e pelo Dieese, mostra que, embora os bancos tenham criado 11.958 postos de trabalho nos primeiros seis meses do ano, aumentou o número de desligamentos (18.559), confirmando a estratégia das empresas de promover a rotatividade para reduzir custos.


O Comando Nacional defendeu a necessidade de os bancos aceitarem a Convenção 158 da OIT, que dificulta demissões imotivadas, para acabar com a alta rotatividade, inadmissível no setor mais rentável da economia, em que somente as seis maiores empresas apresentaram lucro líquido de R$ 25,9 bilhões no primeiro semestre.


'Acordo precisa contemplar emprego'

Os negociadores desdenharam da reivindicação de garantia de emprego, afirmando que ela não é importante para a categoria. "Respondemos que nossas consultas e pesquisas indicam o contrário, que os bancários estão muito preocupados com o emprego, e deixamos claro que não será possível fechar acordo este ano sem resolver essa questão", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.


O tema continua a ser discutido nesta quarta-feira, assim como a terceirização no sistema financeiro, que vinha sendo debatida em mesa temática desde o ano passado, mas se encontra atualmente num impasse. Os bancários reivindicam o fim da terceirização dos setores de compensação, tesouraria, caixa rápido, home banking, autoatendimento, teleatendimento, cobrança, cartão de crédito e retaguarda.


Em relação ao abono-assiduidade, os representantes dos bancários na mesa de negociação defenderam o direito a cinco dias de ausências abonadas por ano, que representam a diferença entre os dias efetivamente trabalhados anualmente (365) e os pagos pelas empresas (360). Os negociadores da Fenaban levarão a reivindicação aos bancos.


Inclusão bancária

A proposta da categoria, aprovada na Conferência Nacional, é promover a inclusão bancária de toda a população brasileira, de forma que todos os serviços financeiros para a sociedade sejam prestados em agências e postos de atendimento, oferecidos por bancários, garantindo a qualidade, a proteção do sigilo bancário e a segurança, protegendo a vida de trabalhadores e clientes.


O Comando Nacional pediu aos bancos que se abstenham de aplicar as recentes resoluções do Conselho Monetário Nacional e do Banco Central, que ampliaram a função dos correspondentes bancários no país. A Fenaban disse que "correspondente não é banco", que não faz crédito e só operacionaliza o crédito oferecido pelo banco. Mas os dirigentes sindicais refutaram os argumentos, usando publicação recente de matéria no jornal O Globo, em que a Associação Brasileira de Bancos informa que os correspondentes executam a maior parte das operações de crédito.


"Defendemos a inclusão bancária. Dissemos à Fenaban que todos os brasileiros deveriam ter direito de ter conta em banco, com assessoria financeira, sigilo bancário e segurança. E que os correspondentes não fazem essa inclusão. Pelo contrário, eles excluem, porque estão sendo usados pelos bancos para atender a população de baixa renda, reservando as agências aos clientes mais abastados. Isso não é bancarização, é precarização. Queremos transformar os correspondentes em pequenas agências e postos de atendimento", propõe Carlos Cordeiro.


Venda responsável de produtos

Os negociadores da Fenaban disseram que os bancos não vão assinar a Declaração sobre a Venda Responsável de Produtos Financeiros, aprovada pelo Comitê Diretivo da UNI Finanças, em junho de 2010, durante reunião realizada em Copenhague, na Dinamarca.


A carta prevê, entre outras coisas, o fim das metas abusivas e a garantia de uma "cultura interna de negócios e procedimentos operacionais que conduzam à venda responsável de produtos" - o que significa, por exemplo, evitar vender serviços e produtos que os clientes não necessitam.


As negociações sobre emprego continuam nesta quarta-feira, envolvendo temas como jornada de trabalho, mais contratações, ampliação do horário de atendimento, dentre outras.


Fonte: Contraf-CUT

terça-feira, 30 de agosto de 2011

“Juros mais altos do mundo sangram o Orçamento para engordar banqueiros e especuladores”

Em protesto em frente à sede do BC em São Paulo, presidente da CUT defende “imediata redução dos juros"

Escrito por: Leonardo Severo e Isaías Dalle

Artur Henrique, presidente da CUT Nacional, e Adi dos Santos Lima, presidente da CUT-SP, comandam manifestação
Artur Henrique, presidente da CUT Nacional, e Adi dos Santos Lima, presidente da CUT-SP, comandam manifestação


















“Os juros mais altos do mundo estão sangrando o Orçamento público para engordar banqueiros, rentistas e especuladores, alimentando uma espiral que não gera renda, não gera nada. Como há 15 anos estamos sangrando anualmente em torno de 7,5% do PIB para o pagamento de juros, faltam recursos para a EC 29 melhorar a saúde e também para aplicar os 10% do PIB na educação. Por isso estamos aqui para exigir a imediata redução dos juros, para impulsionar a produção nacional e o desenvolvimento”.
A afirmação é do presidente da CUT Nacional, Artur Henrique, que comandou na tarde desta terça-feira uma manifestação em frente à sede do Banco Central, na avenida Paulista, em São Paulo.. O objetivo do ato foi exigir a queda da taxa básica de juros (Selic) e protestar contra o aumento do superávit primário, decidido pelo governo federal.
O Conselho de Política Monetária (Copom), reunido desde esta terça, anuncia amanhã se reduz a taxa Selic ou a mantém como está.
Artur lembrou que, ao contrário do que vem sendo feito pela equipe econômica, “com a ideia de austeridade fiscal e redução de gastos”, em 2008, durante o governo Lula, o país enfrentou a crise investindo no fortalecimento do mercado interno, com valorização dos salários, mais investimentos públicos e em políticas sociais. “No momento em que a Europa está caindo aos pedaços e com os EUA mergulhados na crise, a saída é o mercado interno, tendo o Estado como indutor do desenvolvimento, colocando os bancos públicos, como o Banco do Brasil, a Caixa e o BNDES para incentivar a produção, exigindo contrapartidas de emprego decente, condições de trabalho, saúde e segurança”, acrescentou Artur.
O presidente cutista saudou a mobilização da categoria bancária, presente em grande número ao ato, sublinhando que para que o governo cumpra com a promessa de erguer dois milhões de moradias da segunda fase do programa Minha Casa Minha Vida, precisará valorizar os funcionários da Caixa, assim como se quiser fazer com que os R$ 3 bilhões destinados ao microcrédito pelo Banco do Brasil venham para potencializar o mercado interno, é necessário valorizar os funcionários do Banco do Brasil. “São eles que vão operar os programas, atender na ponta do balcão. Para isso, precisam de salário, contratação de pessoal e condições de trabalho”, explicou.
Quintino Severo, secretário geral da CUT Nacional: juros altos sabotam desenvolvimento
Quintino Severo, secretário geral da CUT Nacional: juros altos sabotam desenvolvimento
Na avaliação do secretário-geral da CUT, Quintino Severo, está mais do que comprovado que a alta dos juros só interessa à especulação financeira, enquanto prejudica o conjunto da sociedade, reduzindo a produção e o consumo, com impactos extremamente daninhos sobre o emprego e a renda. “Estamos nas ruas mobilizando a opinião pública pela queda imediata dos juros, pois o país precisa de desenvolvimento com distribuição de renda, com valorização do trabalho”, destacou.
HORA DE ESTANCAR A SANGRIA
De acordo com o relatório de política fiscal do BC, divulgado no dia 29 de julho, o governo federal gastou R$ 100,63 bilhões com juros no primeiro semestre, um aumento de 46% em relação ao mesmo período do ano passado. Além dos juros, as amortizações da dívida federal atingiram R$ 194,44 bilhões, um aumento de 7% em relação ao primeiro semestre de 2010.
Somando juros e amortizações, o governo federal passou aos bancos, em seis meses, R$ 294.511.584.199,32 (294 bilhões, 511 milhões, 584 mil, 199 reais e 32 centavos. Conforme levantamento do jornalista Carlos Lopes, tal quantia é nove vezes o que, no mesmo período, foi despendido com a Saúde (R$ 32.416.877.858,44), excluído o pagamento de restos do orçamento de anos anteriores. Quatorze vezes o dispêndio com a Educação (R$ 20.927.531.530,63). Vinte e cinco vezes a despesa, no mesmo período, de toda a Defesa Nacional (R$ 11.761.510.597,65). Duas mil novecentas e quarenta e três vezes o que se gastou em Saneamento (R$ 100.044.516,44). Vinte e quatro mil novecentas e oito vezes o gasto orçamentário com Habitação (R$ 11.823.598,72).
Para o secretário de Administração e Finanças da CUT, Vagner Freitas, “a política de juros altos e de ajuste fiscal precisa ser derrotada, pois é mais do mesmo que já deu errado no passado. Esta foi a política derrotada nas urnas que os trabalhadores não aceitam que volte”. Vagner denunciou que o Banco Central tem agido em “conluio com os banqueiros, atuando como extensão da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos)”. Deste jeito, condenou, “os banqueiros estão transformando o Brasil em quintal da sua festa”.
Ex-presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT), Vagner conclamou a militância a combater sem trégua a implementação desta “política econômica regressiva, que deixa a indústria nacional em crise sem condições de competir com as empresas estrangeiras”.
Artistas de rua fazem performance: Bancário não é máquina!
Artistas de rua fazem performance: Bancário não é máquina!
Agradecendo a presença das lideranças dos sindicatos, como dos Químicos, Bancários, Vidreiros, Plásticos e do Sinergia, o presidente da CUT São Paulo, Adi dos Santos Lima, frisou que “os trabalhadores estão manifestando a sua insatisfação com o tamanho da taxa de juros praticada no Brasil, que deixa os especuladores muito contentes”.
A presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Juvandia Moreira, lembrou que todo o setor produtivo acaba sendo relegado a um segundo plano diante da magnitude dos recursos desviados para os bancos. “Infelizmente o Banco Central tem atuado em sintonia com os interesses dos banqueiros e dos especuladores. O país está gastando mais com o pagamento dos juros da dívida interna do que com os programas sociais. Isso é uma verdadeira Bolsa Banqueiro, sem qualquer justificativa”, condenou Juvandia.
Em campanha salarial, os bancários de todo o país estão exigindo além de aumento real, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e melhores condições de trabalho, saúde e segurança.
“Queremos também discutir o papel do sistema financeiro, o papel do Banco Central que queremos para a nossa sociedade. Por isso defendemos a ampliação do Conselho Monetário Nacional (CMN) e a democratização do sistema financeiro para acabar com a transfusão de sangue da sociedade para o bolso dos banqueiros. Queremos canalizar mais recursos para a produção, para gerar emprego e renda”, acrescentou Carlos Cordeiro, presidente da Contraf/CUT.
Fonte; CUT

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Os Bancários gritam por mais segurança bancária, mas um assalto na cidade de Santa isabel-PA

Ocorreu um assalto com sequestro na Ag. Santa Isabel esta manhã. 
A família do gerente foi sequestrada em casa. Não sabemos ainda os detalhes, mas, felizmente, já estão todos liberados e passam bem, apesar do trauma.